Os grupos Levagen e FENM procuram empresas interessadas em licenciar o sistema para a identificação, com microscopia de fluorescência, de rearranjos genómicos (recombinação) causados por diferentes condições. Utilizam leveduras que exprimem proteínas fluorescentes de diferentes localizações celulares.
Esta tecnologia, no atual estado de desenvolvimento, permite identificar alterações originadas por mutações de células ou agentes químicos externos e/ou fármacos, que causam a reorganização genética, utilizando a levedura como organismo modelo e sem necessidade de qualquer tipo de processamento celular, apenas visualização por microscopia de fluorescência. Uma grande vantagem sobre os estudos que aplicam técnicas de PCR, é que aqui as células são visualizadas diretamente após a cultura, enquanto a análise de PCR requer o processamento das amostras, a própria PCR e a eletroforese.
Por outro lado, com a nossa técnica podemos identificar recombinações em células individuais que podem passar despercebidas, se a sua frequência for baixa, numa PCR com o ADN de várias células. No caso do estudo da recombinação por técnicas genéticas clássicas, é necessário detetar o crescimento celular em placas seletivas, o que implica uma perda de tempo (geralmente 2-3 dias) e de materiais de cultura.
A tecnologia é aplicável e patenteada para utilização em qualquer tipo de célula eucariótica. Por conseguinte, nestes casos não é necessário efetuar extrações de ADN ou PCR e permite também diferenciar a direção da recombinação à medida que se perde a floração citosólica ou nucleolar. Inclui duas estirpes de levedura para ter um controlo positivo e um controlo negativo nos estudos aos quais é aplicado. A tecnologia permite o desenvolvimento de um software específico de análise de imagem.
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